Junk journaling: fazer algo bonito a partir das sobras
1/05/2026 · 5 min
Um junk journal é o que acontece quando deixas de deitar coisas fora durante um mês. O recibo de um café na terça-feira. O canhoto do bilhete do espetáculo a que foste. A nota manuscrita que o teu filho deixou no frigorífico. O papel daquilo que comeste e de que gostaste mesmo. Tudo é colado num caderno, muitas vezes com algumas palavras ao lado, e torna-se o registo mais honesto do teu ano que alguma vez vais guardar.
Porque o junk journaling está de volta
Tem havido uma rebelião silenciosa contra a estética polida do diário. A caligrafia em aguarela, os bullet spreads perfeitos, as fotos que parecem revista: as pessoas cansaram-se de fingir que as suas vidas reais eram assim. Um junk journal é o oposto. Parece uma semana real. É caótico, cheio de textura, e impossível de falsificar.
É também um artesanato de baixo risco para quem não se considera artesão. Não é preciso talento nenhum para colar um bilhete de cinema numa página.
O que guardas mesmo
- Recibos, sobretudo de restaurantes e pequenas lojas.
- Bilhetes e canhotos de qualquer coisa a que tenhas ido.
- Autocolantes de embalagens, etiquetas de fruta, selos.
- Notas de pessoas, mesmo mensagens de uma linha das quais tiras captura e imprimes.
- Pedaços de jornal, anúncios, papelinhos de fortune cookies.
- Folhas ou flores prensadas de um passeio específico.
- Fotos que não entraram na seleção mas que te dizem alguma coisa.
Se não consegues decidir se algo vale a pena guardar, guarda. O sentido de um junk journal é não curares demasiado. O objeto aborrecido que quase deitaste fora é o que, daqui a três anos, te vai bater com mais força.
Ferramentas que já tens
Um caderno com páginas grossas, uma cola em bastão, uma caneta e uma tesoura. É isso. A estética vem do material que estás a guardar, não de algo sofisticado que acrescentes. Se tiveres washi tape por aí, ótimo. Se não, fita-cola normal serve.
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Obter o Innera grátisPáginas que seguram uma semana de vida
Uma boa página de junk journal diz-te do que tratou a semana sem ninguém ter de ler. A comida, as pessoas, os lugares, os estados de espírito. Acrescenta uma ou duas frases ao lado dos objetos. Não uma descrição; uma reação. "Foi na noite em que finalmente me ri." "O recibo que quase deitei fora, mas depois não." Legendas curtas duram mais do que as longas.
Onde o digital encaixa
Alguma da coisa que quererias num junk journal já é digital. Capturas de ecrã de mensagens. Fotos. Notas de voz. Um diário em papel puro tem de as imprimir, o que é uma fricção a que a maior parte das pessoas desiste. Um diário digital pode segurá-las nativamente, e as sobras físicas que tens podem ser fotografadas para dentro.
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Experimenta uma semana. Não deites fora nada de pequeno. No domingo, senta-te e faz uma página. Na segunda semana já terás inventado a tua própria versão.
Mantém a privacidade com o Innera.
Um diário calmo e encriptado para os teus pensamentos.
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